18 Novembro 2009

Fanatizar-se?

Faz uns dias, né? Tempos corridos, curtos. Apesar disso, dia desses me ocorreu algo. Fã vem de fan, que vem de fanatic, que significa fanático, claro, né? Daí que eu vi umas fotos e fiquei sem saber. Vejam as que estão abaixo, e espero que elas fiquem bem encaixadas, que eu não costumo acertar.

Qual delas é dum xou (Quanta heresia escrever assim!) qualquer, e qual é dum xou evangélico, desculpem-me, agora é gospel, né? Sei lá, pra mim tá tudo tão parecido. Seríamos, de um jeito ou de outro, todos fanáticos.

Enquanto isso...

Já começou a temporada de encher o saco com o natal, assim minúsculo mesmo, que é tudo comércio. E lá vem a decoração natalina, e o filmes de papai noel com todo aquele papo de espírito natalino, sejamos da paz, vamos promover a união, o amor, tá, depois a gente continua se matando.

06 Novembro 2009

De novo!

Não sei se devo me emocionar, mas a evolução é algo surpreendente. Caixa, de supermercado, virou checkout. Sei, vão dizer que gosto de falar sobre isso. Mas, fazer o quê? Tão sempre inventando uma nova pra mim.

30 Outubro 2009

Vai saber...

Ele, enfático:
- Você sabe o que passa na cabeça de um homem?
E ela:
- Não!
- Ótimo! Também não sei o que há na cabeça de uma mulher, além de cabelos bem cuidados.
Ainda assim se amaram a noite toda.

28 Outubro 2009

Saudosismo?

Seria isso? Não sei, mas dias atrás tive uma saudade imensa do bom e velho toca-fitas. Tinha de todo tipo, como é normal para tudo nesta nossa vida de equipamentos. Gostava mais do primeiro modelo abaixo. O segundo tem botões digitais. Nunca gostei muito.


Ver a fita ali, desenrolando/enrolando, os botões que não eram digitais, tudo parecendo mais palpável. Tudo era tangível, existia. Daí veio o disco digital, perdendo a música um pouco do calor do vinil, e veio o mp3, e a música virou um arquivo, algo intangível. Não se pode pegar o disco, o encarte, as cores da capa, ou mesmo que fosse em preto e branco. Estaremos perdendo o contato com tudo, nos tornando virtuais, desligados de vez da terra, enclausurados em apartamentos protegidos, em carros climatizados, a paisagem virando um quadro triste que gostaríamos de evitar?

24 Outubro 2009

Tadinhos!

Faz um tempinho que tem acontecido. Piratas sequestram navios. Tadinhos, tão atrasados. Se fosse no tempo de antigamente, quando o sol não se punha no império britânico, aí tudo bem. Mas hoje, que os apoiará? Sim, nos tempos em que Portugal e Espanha levavam nossas riquezas de navio, navios piratas ingleses saqueavam os mesmos, tudo de comum acordo com a realeza da Inglaterra, aquele lugar de um povo superior. Até a rainha tinha o seu pirata particular. E foram os piratas que salvaram a Inglaterra numa guerra contra a França, se não me engano, pois guerrearam muito no passado, e teria sido a partir daí que se firmou a supremacia britânica nos mares. Quer dizer, para onde vai a Inglaterra? Até pro FMI ela foi, ou quase foi. Fala sério, rainha!

14 Outubro 2009

Festa dispois!

Eu já vi festas de todo jeito. Primeiro elas começavam antes da meia-noite. Daí foram empurrando para mais tarde, meia-noite, uma hora, duas, daí fizeram festas de começar no fim de tarde, no início da tarde. Sabe como é, precisamos de novidade. Agora mais uma, meio novidade por aqui, mas comum noutros países. É a tal das after hours. Quequiéisso? São festas que começam as cinco da madrugada. Daí o sujeito dorme, acorda e vai para uma after hour. Claro, é diferente. A música é tunts-tunts. O ambiente, o mesmo de sempre, muitas luzes, som alto. Bom, lá dentro da danceteria - e tem quem vai rir de eu dizer danceteria - não se sabe se é dia ou noite. Mas é diferente, né mesmo?


Fazer o quê? Seres humanos somos assim mesmo, sempre precisando de novidades, ainda que seja só uma maquiagem. Se o negócio é o descartável, o plástico, até o dinheiro, descartável, então, vale qualquer merda para iludir nossos desejos.

12 Outubro 2009

Defunto!

Que tal comer cadáveres humanos? Quem se arrisca? Ah, vai!

Claro que jamais comeríamos. Nem canibais somos, ainda bem, né? Mas percebo que é isso que fazem com famosos que morreram. Rendem milhões depois de mortos, mais que vivos. Taí um bom negócio. Investir o máximo para alguém ser famoso, endividar-se, criar dramas e, depois, matar o sujeito tragicamente, e ficar rico, muito rico. Acho que é só isso que importa, né?

Vamos devorar defuntos!

02 Outubro 2009

Achei!

Felicidade é a alegria disfarçada de permanente.

01 Outubro 2009

Sobre nós

Li num lugar aqui da rede. Colei um trecho. O texto fala mais, sobre a filha de quem escreveu, Eduardo Guimarães, e que foi para Austrália, turma de 40 alunos, vários países, todos falando maravilhas de seus países. Os que falaram mal foram os colegas brasileiros. E a culpa disso? Nos ensinam que é atrasado ser nacionalista. O próprio autor conhece outros países, e em nenhum deles viu tal coisa. Aqui fomos educados a achar que só o que é de fora é bom, é belo, válido. Quando seremos alguém?

"Temos uma elite ignorante como uma porta, neste país. Acha que está abafando ao usar palavras em inglês e em outros idiomas que considera “chique” afetar que conhece. Acha que contar ao mundo como nosso povo é inculto e cafona a torna parte de povos aos quais não pertence. Acha que depreciar o Brasil o tempo todo é prova de sei lá o quê."

Lembro a famosa expressão: "o brasileiro é um povo tal", quando se quer depreciar a nós mesmos, sem se incluir, como quem diz que não é exatamente brasileiro.

"Um povo que não ama sua pátria é um povo sem pátria, e quando não se tem pátria não se tem valores, e quando um povo não tem valores só lhe restam a perversão, a corrupção moral, o egoísmo e a futilidade. E o pior é que esses contra-valores vêm das classes sociais que deveriam dar exemplos positivos, em vez de negativos."

Eu, Roberto Hobold, brasileiro!

27 Setembro 2009

A lua!

No ano da graça de 1969, Alamiro comprou um fusca zerinho. Era aventureiro. Resolveu que atravessaria todo o continente americano (Naquele tempo parece que ainda era inteiro chamado assim!). Foi, dirigindo, com o seu fusca até a Patagônia, ou o mais longe que pode ao sul. De lá rumou para o Canadá, talvez o Alasca. Dias, semanas, meses, que pressa ele não tinha, não precisava. Retornou para sua cidade.

No ano da graça de 2009, são passados quarenta anos, Alamiro resolveu repetir a façanha. Poderia pedir para seu neto fazer isso, aquela coisa de família, mas não, ele queria repetir a façanha. Ocorre que Alamiro ainda tinha o fusca, muito bem cuidado, mas necessitando reparos. E fez! Trocou todas as peças ruins, deixou mesmo aquele fusca como se fosse zerinho. É verdade, ele bem poderia ter comprado um carro quarenta anos melhor, quarenta anos de tecnologia e muito mais segurança e conforto. Aventura é aventura, Alamiro repetiu a façanha fazendo o mesmo caminho. A emoção está por conta de Alamiro, que lido assim, qual é a graça?

No ano de graça de 1969, disseram, mostraram que o homem chegou à Lua. Vivíamos o calor da guerra fria, de dois, os dois querendo ser melhor que o outro. Quarenta anos depois, parece que emburrecemos, pois está muito, muito difícil repetir a dita façanha, na época repetida, supostamente. Se há alguma dúvida, releia a historinha acima.